Empresas que aparecem mais vendem mais? O que 8 casos brasileiros revelam sobre o poder da visibilidade
De Luiza Trajano a Toguro, de Virginia Fonseca à Cimed: pesquisas e trajetórias empresariais mostram como a comunicação, os influenciadores e a imagem dos dirigentes podem participar da geração de novos negócios.
Sua empresa pode ter um excelente produto, profissionais qualificados e uma solução que o mercado realmente precisa. Mas, se os potenciais clientes ainda não conhecem o seu trabalho, como poderão escolher sua empresa?
Essa pergunta ajuda a compreender por que empresários, executivos e marcas investem em produção de conteúdo, entrevistas, podcasts, influenciadores, eventos e publicidade digital.
No Brasil, diferentes trajetórias mostram como a imagem pessoal, a construção de comunidades e a comunicação empresarial podem fazer parte de estratégias de crescimento.
João Adibe Marques participa diretamente da comunicação da Cimed. Luiza Helena Trajano desenvolveu uma presença pública associada ao Magazine Luiza. Marcus Marques compartilha conhecimentos de gestão empresarial.
Virginia Fonseca e Bianca Andrade desenvolveram marcas de cosméticos apoiadas em suas trajetórias na comunicação digital.
Toguro transformou sua presença no universo fitness em uma plataforma de conteúdos e parcerias comerciais.
Carlos Wizard Martins e Flávio Augusto da Silva apresentam trajetórias nas quais a identidade dos fundadores se relaciona com o desenvolvimento de marcas educacionais.
Mas existe uma diferença fundamental entre alcançar milhões de pessoas e transformar essa atenção em faturamento.
Aparecer mais faz uma empresa vender mais ou é a capacidade de transformar visibilidade em negócios que realmente faz a diferença?
Para responder a essa pergunta, o Engenharia Podcast reuniu pesquisas sobre comportamento do consumidor, comunicação empresarial e marketing de influência, além de oito exemplos brasileiros com diferentes modelos de desenvolvimento de marca.
O que você precisa saber
- Pesquisas indicam que a comunicação de executivos pode contribuir para a confiança e o relacionamento entre o público e as empresas.
- O marketing de influência pode despertar interesse por produtos e contribuir para a descoberta de novas marcas.
- Cimed, WePink e Boca Rosa apresentam resultados comerciais documentados relacionados a estratégias de comunicação, lançamentos e desenvolvimento de produtos.
- Toguro, Magalu, Grupo Acelerador, Wizard e Wise Up apresentam diferentes modelos de construção de marca e desenvolvimento empresarial.
- A visibilidade pode ampliar oportunidades, mas não garante aumento do faturamento. Produtos, público, atendimento, distribuição e gestão também influenciam os resultados.
O que a ciência diz sobre a presença pública dos empresários?
Uma pesquisa publicada em 2016 na revista científica Public Relations Review, conduzida por Linjuan Rita Men e Wan-Hsiu Sunny Tsai, investigou o relacionamento entre executivos e seus públicos nas redes sociais.
O estudo envolveu 332 usuários de redes sociais nos Estados Unidos.
Os pesquisadores identificaram associações positivas entre o engajamento com os CEOs, a percepção de autenticidade e proximidade desses profissionais e a confiança e satisfação do público.
A pesquisa também relacionou o engajamento com os executivos à qualidade do relacionamento entre as pessoas e as organizações.
Fonte: Public engagement with CEOs on social media: Motivations and relational outcomes.
Isso ajuda a compreender por que a presença do empresário pode ser relevante na comunicação institucional.
Um dirigente pode compartilhar experiências, apresentar soluções e tornar o conhecimento de sua organização mais acessível ao mercado.
Entretanto, o estudo não demonstra que simplesmente aparecer diante de uma câmera provoca aumento automático das vendas.
No Brasil, a publicidade com criadores participa da descoberta de novas marcas
A pesquisa #Publi 2026, desenvolvida pelo IAB Brasil em parceria com a Offerwise, investigou o comportamento de pessoas que acompanham influenciadores e criadores de conteúdo.
O levantamento ouviu 1.512 pessoas de diferentes regiões do Brasil.
Fonte: IAB Brasil e Offerwise, pesquisa #Publi 2026. Os resultados representam respostas dos entrevistados, não taxas comprovadas de conversão em vendas.
O influenciador precisa ter milhões de seguidores?
Não necessariamente.
Uma empresa de automação industrial, por exemplo, pode encontrar oportunidades em uma comunidade formada por engenheiros, gestores de manutenção e profissionais de produção.
A escolha da parceria precisa considerar a relação entre o conteúdo, o público alcançado e a solução oferecida.
Nielsen: a intenção de compra pode ser influenciada pelo contexto da publicidade
Uma pesquisa da Nielsen, encomendada pela plataforma Raptive e divulgada em 2024, analisou os efeitos da publicidade em ambientes digitais de criadores de conteúdo.
Entre os resultados, fãs de criadores expostos a marcas em seus sites apresentaram intenção de compra 40% maior em comparação com o público geral.
A pesquisa também identificou probabilidade declarada de recomendação de marca 45% maior nesse grupo.
A lembrança dos anúncios foi 70% maior em sites de criadores, na comparação com os ambientes de redes sociais avaliados.
A pesquisa avaliou indicadores de percepção e intenção de compra. O resultado de 40% não significa que as empresas anunciantes aumentaram seu faturamento em 40%.
Fonte: Nielsen, estudo sobre publicidade em plataformas de criadores, 2024.
Oito casos brasileiros que mostram diferentes formas de transformar comunicação em negócios
A presença pública pode assumir diferentes formatos.
Em alguns casos, o empresário representa diretamente a organização. Em outros, um criador desenvolve uma marca própria ou participa da comunicação comercial de outras empresas.
Também existem negócios em que o conhecimento do fundador se torna parte importante dos produtos e serviços oferecidos.
Os oito casos a seguir apresentam resultados comerciais e exemplos de reconhecimento de marca.
Os valores financeiros pertencem a períodos específicos e não devem ser interpretados como prova de que a exposição pública, isoladamente, provocou todo o crescimento das organizações.
João Adibe Marques: quando o CEO passa a fazer parte da comunicação comercial
João Adibe Marques é CEO da Cimed, empresa brasileira do setor farmacêutico.
O empresário utiliza sua presença pública para apresentar produtos, compartilhar a rotina da organização e participar das campanhas da companhia.
A Cimed também desenvolveu parcerias com criadores de conteúdo e outras marcas, incluindo ações relacionadas à linha de hidratantes labiais Carmed.
Um dos exemplos foi a colaboração Carmed Fini, que ganhou projeção nas redes sociais e aproximou a comunicação da farmacêutica de novos públicos.
A comunicação é um dos elementos que acompanham o desenvolvimento comercial da companhia.
Entretanto, seu faturamento também depende da produção industrial, do portfólio de produtos, da distribuição e de outras atividades empresariais.
A presença de um dirigente pode ajudar a apresentar os produtos e o conhecimento de sua empresa. O desafio é conectar essa comunicação à capacidade de entregar as soluções anunciadas.
Toguro: quando uma comunidade digital abre oportunidades comerciais
Tiago Ribeiro de Lima, conhecido como Toguro, desenvolveu sua presença digital produzindo conteúdos relacionados ao universo fitness e ao entretenimento.
Seu projeto Mansão Maromba reuniu criadores de conteúdo e passou a integrar iniciativas de comunicação, desenvolvimento de comunidades e divulgação de produtos.
Um dos episódios conhecidos de sua trajetória foi a popularização da expressão "sabor energético".
O bordão ganhou projeção nas redes sociais e passou a ser utilizado em ações comerciais.
A Cimed também desenvolveu iniciativas com Toguro, associando sua presença digital a campanhas de comunicação.
O caso mostra como uma identidade reconhecível e uma comunidade interessada podem ampliar as possibilidades comerciais de um criador de conteúdo.
Entretanto, viralizar não significa necessariamente vender.
A transformação da atenção em resultados comerciais depende da oferta, da distribuição e da capacidade de atendimento.
Uma empresa também pode desenvolver uma linguagem reconhecível em seu mercado, compartilhando conhecimentos e apresentando soluções a comunidades com interesses relacionados à sua área de atuação.
Virginia Fonseca: quando a audiência participa diretamente do processo de venda
Virginia Fonseca construiu uma ampla presença nas redes sociais e passou a utilizar essa audiência em diferentes projetos empresariais.
Um dos principais exemplos é a WePink, marca de cosméticos desenvolvida em parceria com Samara Pink e Thiago Stabile.
A empresa utiliza conteúdos digitais, lançamentos e transmissões ao vivo como parte de sua estratégia de comercialização.
Em maio de 2024, a marca realizou uma transmissão comercial diretamente de Dubai, com apresentação de produtos e ofertas para os consumidores.
Segundo a Forbes Brasil, a plataforma de comércio eletrônico enfrentou problemas técnicos diante do volume de acessos.
O episódio apresenta uma conexão entre comunicação digital e resultados comerciais durante uma ação específica.
Mas também evidencia que uma campanha precisa estar conectada à infraestrutura tecnológica e operacional da empresa.
A comunicação pode ampliar o interesse por produtos e serviços. Entretanto, a empresa precisa ter capacidade operacional para atender aos clientes que chegam por meio da campanha.
Fonte: Forbes Brasil, maio de 2024.
Luiza Helena Trajano: quando a liderança se torna uma referência pública
Luiza Helena Trajano desenvolveu sua imagem pública associada ao Magazine Luiza, ao empreendedorismo e à gestão empresarial.
A empresária preside o Conselho de Administração da companhia. A presidência executiva é exercida por Frederico Trajano.
O Magazine Luiza também desenvolveu outras formas de comunicação com seus consumidores.
Um dos exemplos é a personagem virtual Lu do Magalu, utilizada em conteúdos digitais, campanhas e ações de relacionamento com o público.
A expansão do Magazine Luiza envolve lojas físicas, comércio eletrônico, logística, tecnologia e diferentes estratégias comerciais.
A presença pública de Luiza e a utilização da personagem Lu representam abordagens distintas de comunicação.
Dirigentes e especialistas podem participar da comunicação institucional para apresentar a trajetória, as competências e as propostas de suas organizações.
Referência: Magazine Luiza, Relações com Investidores.
Marcus Marques: quando o conhecimento empresarial se transforma em produto
Nem toda empresa utiliza a comunicação exclusivamente para divulgar um produto físico.
Em alguns negócios, o conhecimento do empreendedor também faz parte das soluções oferecidas ao mercado.
É o caso de Marcus Marques, fundador do Grupo Acelerador, organização que atua em educação empresarial e participações societárias.
O grupo desenvolve programas, eventos, mentorias e comunidades voltados a empresários interessados em gestão e desenvolvimento de negócios.
Nesse modelo, a presença pública do fundador está relacionada à apresentação de conhecimentos, experiências e métodos que integram as soluções oferecidas pela organização.
O resultado financeiro envolve diferentes frentes de negócio e não pode ser atribuído exclusivamente à presença digital de Marcus Marques.
Sua trajetória permite observar como conteúdo, eventos, relacionamento empresarial e programas educacionais podem integrar um modelo de negócios.
Empresas e profissionais especializados podem transformar conhecimentos em treinamentos, conteúdos técnicos, eventos e soluções educacionais. A comunicação ajuda a apresentar essas competências a potenciais clientes.
Fonte: Exame, Grupo Acelerador e expansão para inteligência artificial, 2026.
Bianca Andrade: uma transmissão ao vivo, R$ 5 milhões em vendas e mais de 64 mil produtos comercializados
Bianca Andrade construiu sua presença nas redes sociais produzindo conteúdos sobre maquiagem, beleza e comportamento.
A empresária desenvolveu sua marca de cosméticos inicialmente em parceria com a Payot e posteriormente iniciou uma nova fase independente.
Em junho de 2024, realizou uma transmissão de pré-lançamento para apresentar os novos produtos da Boca Rosa.
A transmissão reuniu demonstrações, informações sobre os cosméticos e a possibilidade de realizar compras durante o evento.
Segundo a Forbes Brasil, Bianca investiu R$ 30 milhões no desenvolvimento da nova marca.
O resultado da transmissão apresenta uma conexão mensurável entre uma ação de comunicação e um evento comercial específico.
Entretanto, a audiência não atuou sozinha. A campanha envolveu desenvolvimento de produtos, planejamento, estrutura de comercialização e capacidade de atendimento.
Lançamentos de equipamentos, softwares e soluções tecnológicas também podem utilizar demonstrações e transmissões especializadas para apresentar aplicações práticas e esclarecer dúvidas dos clientes.
Carlos Wizard Martins: quando o nome do fundador se transforma em uma marca empresarial
Carlos Wizard Martins fundou a rede de ensino de idiomas Wizard e desenvolveu sua expansão por meio do sistema de franquias.
Sua trajetória apresenta um caso de associação entre a identidade do empreendedor e a marca de uma organização.
Ao longo do desenvolvimento da rede, o sobrenome utilizado publicamente pelo fundador passou a identificar o próprio negócio.
Em dezembro de 2013, a britânica Pearson anunciou a aquisição do Grupo Multi, que incluía a Wizard.
A expansão da Wizard envolveu desenvolvimento de produtos educacionais, franquias, gestão comercial e construção de marca.
A associação entre o nome do fundador e a organização é uma característica relevante de sua trajetória.
Entretanto, não é possível concluir que o valor da transação tenha sido provocado exclusivamente pela exposição pública do empresário.
A identidade de um fundador pode fazer parte do reconhecimento de uma empresa. Mas a construção de valor empresarial também depende de produtos, processos e modelos de negócio capazes de funcionar para além da presença individual de seu dirigente.
Fonte: Exame, dezembro de 2013.
Flávio Augusto da Silva: empreendedorismo, comunicação e construção de autoridade
Flávio Augusto da Silva fundou a rede de escolas de idiomas Wise Up e desenvolveu o projeto Geração de Valor, voltado à divulgação de conteúdos sobre empreendedorismo, liderança, carreira e negócios.
Sua trajetória combina atuação empresarial, produção de conteúdo e desenvolvimento de projetos educacionais.
Em fevereiro de 2013, a Abril Educação anunciou a aquisição da Wise Up.
O caso permite analisar como um empresário pode desenvolver atuação pública além da empresa que fundou, compartilhando experiências e conhecimentos relacionados à sua trajetória profissional.
Também apresenta uma distinção importante entre a marca pessoal do empreendedor e o valor econômico das empresas associadas a ele.
A produção de conteúdo especializado pode ajudar engenheiros e empresários a apresentar conhecimentos, experiências e soluções a novos públicos.
Entretanto, o valor econômico de uma empresa também depende de sua operação, seus produtos e sua capacidade de gerar resultados comerciais.
Fonte: Exame, fevereiro de 2013.
O que esses oito casos brasileiros têm em comum?
Os exemplos apresentados mostram diferentes maneiras de relacionar comunicação, identidade profissional e desenvolvimento empresarial.
João Adibe utiliza sua presença pública para apresentar a Cimed e seus produtos. Toguro desenvolveu uma comunidade digital que abriu oportunidades de atuação em diferentes projetos comerciais.
Virginia Fonseca e Bianca Andrade apresentam exemplos de transmissões que geraram vendas mensuráveis.
Luiza Helena Trajano representa um modelo de comunicação institucional associado à trajetória de uma liderança empresarial.
Marcus Marques utiliza conhecimentos de gestão como parte das soluções oferecidas por seu grupo.
Carlos Wizard Martins e Flávio Augusto apresentam trajetórias nas quais a identidade dos fundadores se relaciona com o desenvolvimento de marcas educacionais.
Esses modelos não são idênticos. Entretanto, permitem compreender quatro elementos importantes para uma estratégia de comunicação.
Ser conhecido pode ajudar uma empresa a entrar no processo de escolha. Entregar valor é fundamental para transformar esse interesse em um relacionamento comercial.
E na engenharia? O conhecimento técnico pode gerar novas oportunidades comerciais?
Uma empresa de engenharia pode desenvolver uma tecnologia, entregar um projeto complexo ou encontrar uma solução capaz de melhorar a produtividade de uma indústria.
Mas como um potencial cliente poderá avaliar essas competências se não encontrar informações sobre o trabalho realizado?
A questão se torna especialmente relevante no mercado B2B, no qual uma contratação pode envolver diferentes profissionais.
Imagine uma indústria que pretende adquirir um novo sistema de automação.
O engenheiro responsável pode avaliar as especificações técnicas. A equipe de manutenção pode examinar as necessidades operacionais. O setor de compras pode comparar fornecedores, enquanto a diretoria avalia os custos e os resultados esperados.
Uma entrevista técnica ou demonstração de produto pode oferecer informações relevantes para diferentes participantes desse processo.
O que diz a pesquisa Edelman e LinkedIn?
O relatório B2B Thought Leadership Impact Report 2025, desenvolvido pela Edelman em parceria com o LinkedIn, reuniu informações de quase 2 mil profissionais envolvidos em decisões de compra corporativas.
A pesquisa examinou a participação de profissionais que influenciam contratações mesmo quando não aparecem como os principais compradores.
O levantamento também analisou como conteúdos especializados participam da avaliação de potenciais fornecedores.
Para uma empresa de engenharia, isso representa uma possibilidade de apresentar suas competências a diferentes profissionais envolvidos em uma futura contratação.
Uma entrevista sobre eficiência energética pode interessar tanto ao engenheiro responsável quanto ao gestor que avalia custos operacionais.
Um vídeo sobre manutenção preditiva pode oferecer informações relevantes a profissionais de engenharia, manutenção e gestão industrial.
A comunicação especializada não substitui a avaliação técnica, mas pode disponibilizar informações que auxiliem nesse processo.
Fonte: Edelman e LinkedIn, B2B Thought Leadership Impact Report 2025.
Como uma entrevista em podcast pode ajudar sua empresa a gerar negócios?
Uma entrevista especializada oferece a possibilidade de apresentar uma empresa de maneira mais aprofundada do que um anúncio convencional de poucos segundos.
Durante uma conversa, o empresário pode compartilhar sua trajetória, explicar como surgiu seu negócio, apresentar tecnologias e demonstrar aplicações práticas de seus produtos e serviços.
O conteúdo pode ser distribuído em diferentes formatos e continuar disponível para consulta após sua publicação inicial.
Imagine uma empresa de automação industrial
Seu diretor técnico participa de uma entrevista sobre como reduzir falhas em equipamentos e melhorar a produtividade.
Durante a conversa, apresenta soluções, explica critérios técnicos e compartilha experiências de aplicação.
O episódio completo pode ser publicado no YouTube e em plataformas de áudio.
Os principais trechos podem ser adaptados para Instagram, LinkedIn e YouTube Shorts.
Uma reportagem no site pode aprofundar o assunto, apresentar informações técnicas e direcionar leitores interessados para conhecer a empresa.
Dessa forma, uma única entrevista pode gerar diferentes pontos de contato entre a marca e seus potenciais clientes.
Entretanto, o resultado financeiro dependerá também do interesse do público, da qualidade da oferta e da capacidade de atendimento da organização.
O seu próximo cliente entende o que sua empresa faz?
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Aparecer mais significa necessariamente vender mais?
Não.
Uma empresa pode alcançar milhões de pessoas nas redes sociais sem conquistar novos clientes.
Da mesma forma, uma campanha direcionada a uma comunidade especializada pode gerar oportunidades comerciais mesmo sem atingir uma audiência muito grande.
A diferença está na capacidade de conectar a comunicação aos objetivos comerciais.
Uma campanha pode buscar reconhecimento de marca, enquanto outra pode ser desenvolvida para captar contatos, apresentar um produto ou incentivar a contratação de um serviço.
Cada objetivo exige indicadores próprios de avaliação.
Como medir se a publicidade está gerando negócios?
Uma empresa pode utilizar links exclusivos para cada campanha, formulários específicos, registros de origem dos contatos e sistemas de gestão do relacionamento com clientes.
Com esses recursos, é possível identificar quantas pessoas chegaram ao site por determinada publicação, quantas solicitaram informações, quantas receberam propostas e quantas efetivamente contrataram um produto ou serviço.
- Alcance: quantidade de pessoas alcançadas pela comunicação.
- Visitas ao site: tráfego gerado pelos conteúdos, campanhas e mecanismos de busca.
- Contatos qualificados: quantidade de interessados com potencial comercial.
- Reuniões realizadas: oportunidades que avançaram para uma conversa comercial.
- Propostas enviadas: quantidade de negociações iniciadas após as campanhas.
- Contratos fechados: clientes conquistados durante o período avaliado.
- Receita atribuída: faturamento associado às ações, conforme a metodologia de atribuição utilizada.
Também é importante acompanhar os custos de produção, distribuição e publicidade.
Visualizações, contatos comerciais e faturamento são indicadores diferentes e precisam ser analisados separadamente.
Cinco estratégias para transformar visibilidade em oportunidades comerciais
1. Apresente as pessoas por trás da empresa
Empresários, engenheiros, gestores e especialistas podem compartilhar experiências e apresentar as competências da organização.
Não é necessário que o fundador seja o único representante da marca. A comunicação pode envolver diferentes profissionais, conforme seus conhecimentos e responsabilidades.
2. Mostre problemas reais que sua empresa consegue resolver
Apresente projetos, tecnologias, processos produtivos e aplicações práticas dos produtos e serviços.
Sempre que possível, compartilhe resultados verificáveis, respeitando a confidencialidade dos clientes e as autorizações necessárias.
3. Desenvolva conteúdos direcionados ao seu público
Identifique os assuntos que despertam interesse entre seus potenciais clientes.
Uma empresa de automação pode produzir conteúdos sobre produtividade e confiabilidade.
Um escritório de engenharia pode abordar problemas relacionados a projetos, segurança e infraestrutura.
4. Estabeleça parcerias com veículos especializados
Avalie oportunidades de participar de entrevistas, eventos, podcasts e iniciativas de comunicação relacionadas ao mercado da empresa.
Considere as características da audiência, os assuntos abordados, os formatos de produção e as possibilidades de distribuição.
5. Prepare sua operação para atender à demanda
A comunicação precisa estar conectada à capacidade comercial da organização.
Disponibilize canais de contato, organize o atendimento, acompanhe os interessados e avalie os resultados.
A experiência do cliente após o primeiro contato também faz parte da construção da reputação empresarial.
A nova engenharia precisa aprender a comunicar seu valor
Eng. Edson Gonçalves MartinsNa engenharia e na indústria, encontramos empresas que desenvolvem tecnologias, equipamentos e soluções capazes de transformar processos produtivos e melhorar a vida das pessoas.
Entretanto, nem sempre o conhecimento técnico é acompanhado de uma estratégia de comunicação capaz de apresentar esse valor ao mercado.
Uma empresa pode possuir profissionais altamente qualificados e, ainda assim, enfrentar dificuldades para demonstrar seus diferenciais a potenciais clientes.
É nesse contexto que a comunicação passa a integrar a estratégia de desenvolvimento empresarial.
Ao observarmos trajetórias como as de João Adibe Marques, Luiza Helena Trajano, Marcus Marques e Carlos Wizard Martins, encontramos diferentes maneiras de relacionar a identidade do empreendedor aos negócios.
Os casos de Toguro, Virginia Fonseca e Bianca Andrade mostram como comunidades digitais podem participar do desenvolvimento de produtos, marcas e oportunidades comerciais.
Mas existe uma diferença fundamental entre alcançar pessoas e conquistar clientes.
Sob a perspectiva da Engenharia de Produção, a comunicação precisa estar conectada aos demais processos da empresa.
Não basta produzir conteúdos e alcançar milhares de visualizações. É necessário avaliar se o público corresponde ao mercado desejado, se a organização possui capacidade para atender à demanda e se os investimentos estão contribuindo para seus objetivos comerciais.
Uma entrevista técnica, uma demonstração de produto, uma visita industrial ou a participação em um evento podem oferecer ao mercado informações relevantes sobre as competências de uma organização.
Na nova engenharia, desenvolver boas soluções é fundamental. Saber comunicar o valor dessas soluções também faz parte do desenvolvimento dos negócios.
A comunicação precisa ser sustentada por produtos e serviços que entreguem aquilo que a empresa apresenta ao público.
É dessa integração entre conhecimento, visibilidade, operação e resultado que podem surgir relacionamentos comerciais duradouros.
Eng. Edson Gonçalves Martins
CEO e apresentador do Engenharia Podcast. Engenheiro de Produção, especialista em IA aplicada, inovação e produtividade.
Perguntas frequentes sobre marketing de influência e crescimento empresarial
Quando o dono da empresa aparece nas redes sociais, ela vende mais?
A presença do empresário pode contribuir para o relacionamento com o público e a percepção da marca. Entretanto, a exposição não garante aumento nas vendas. Os resultados dependem também da oferta, do público, dos produtos e da capacidade comercial da empresa.
Investir em influenciadores pode aumentar o faturamento de uma empresa?
Campanhas com influenciadores podem despertar interesse por produtos, ampliar o reconhecimento das marcas e participar das decisões de compra. O aumento efetivo do faturamento precisa ser medido em cada campanha.
Uma pequena empresa pode utilizar marketing de influência?
Sim. Pequenas empresas podem avaliar parcerias com criadores especializados, profissionais de seu segmento e veículos de comunicação que alcancem públicos relacionados aos seus objetivos comerciais.
Participar de um podcast pode ajudar a divulgar uma empresa?
Uma entrevista pode apresentar a história, as competências e as soluções de uma organização a pessoas interessadas no assunto.
O conteúdo também pode ser adaptado para diferentes plataformas e utilizado em ações de relacionamento comercial.
Como divulgar uma empresa de engenharia ou tecnologia?
Entre as possibilidades estão entrevistas técnicas, demonstrações de produtos, visitas industriais, participação em eventos, produção de artigos especializados e parcerias com veículos de comunicação relacionados ao setor.
Como saber se uma campanha está gerando negócios?
A empresa pode acompanhar os contatos recebidos, a origem dos interessados, as reuniões realizadas, as propostas enviadas, os contratos fechados e a receita atribuída às ações de comunicação.
Conclusão: sua empresa pode ter uma excelente solução, mas o mercado precisa conhecê-la
Os oito casos brasileiros apresentados nesta reportagem mostram diferentes formas de utilizar a comunicação como parte de uma estratégia empresarial.
A Cimed combina presença de seus dirigentes, produtos e parcerias com criadores.
Toguro desenvolveu uma comunidade digital e ampliou sua atuação em projetos comerciais.
Virginia Fonseca e Bianca Andrade apresentam exemplos de transmissões que geraram vendas mensuráveis.
Luiza Helena Trajano, Marcus Marques, Carlos Wizard Martins e Flávio Augusto demonstram diferentes relações entre marca pessoal, reconhecimento público e desenvolvimento de negócios.
As pesquisas também indicam que a comunicação de executivos, os conteúdos especializados e a publicidade com criadores podem influenciar a maneira como as pessoas conhecem e avaliam marcas e produtos.
Mas existe uma conclusão importante: a visibilidade não substitui a qualidade das soluções, a competitividade comercial ou a capacidade de atendimento.
Uma empresa precisa entregar aquilo que comunica.
Para organizações de engenharia, indústria e tecnologia, o desafio está em tornar seus conhecimentos e competências acessíveis às pessoas que podem se beneficiar deles.
Isso pode acontecer por meio de entrevistas, demonstrações técnicas, artigos especializados, eventos e outras iniciativas de comunicação.
Seu próximo cliente pode estar procurando exatamente aquilo que sua empresa já sabe fazer. A questão é se ele terá a oportunidade de conhecer o seu trabalho.
O mercado conhece o que sua empresa é capaz de fazer?
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Fontes e referências
As pesquisas apresentadas examinam indicadores como confiança, relacionamento, percepção de marca e intenção de compra.
Os resultados comerciais dos casos empresariais também dependem de produtos, distribuição, preços e gestão.
- Men e Tsai, 2016. Public engagement with CEOs on social media. Acessar estudo.
- IAB Brasil e Offerwise, 2026. Pesquisa #Publi 2026. Consultar pesquisa.
- Nielsen e Raptive, 2024. Estudo sobre publicidade em plataformas de criadores. Acessar pesquisa.
- Exame, 2025. Resultados comerciais da Cimed. Consultar reportagem.
- Forbes Brasil, 2024. WePink e transmissão comercial. Consultar reportagem.
- Exame, 2026. Grupo Acelerador e resultados empresariais. Consultar reportagem.
- Forbes Brasil, 2024. Boca Rosa e live de pré-lançamento. Consultar reportagem.
- Exame, 2013. Aquisição do Grupo Multi pela Pearson. Consultar reportagem.
- Exame, 2013. Aquisição da Wise Up pela Abril Educação. Consultar reportagem.
- Edelman e LinkedIn, 2025. B2B Thought Leadership Impact Report. Consultar relatório.
Esta reportagem reúne pesquisas e casos empresariais para examinar a relação entre comunicação, visibilidade e desenvolvimento de negócios.
Os exemplos apresentados não representam garantias de aumento de faturamento. A ilustração principal utiliza representações hipotéticas produzidas com inteligência artificial.
Não há indicação de que os empresários retratados possuam formação em engenharia ou participação comercial nesta reportagem.