O engenheiro de produção Edson Gonçalves Martins, fundador do Engenharia Podcast, foi convidado pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, o Confea, para uma entrevista especial sobre o impacto da Inteligência Artificial na Engenharia e a construção de um novo perfil profissional.
Qual foi o principal tema da entrevista de Edson Martins ao Confea? A conversa mostrou que a Inteligência Artificial amplia a capacidade do engenheiro de analisar dados, prever cenários, automatizar tarefas e tomar decisões. O conhecimento técnico, a ética, a validação humana e a responsabilidade profissional, porém, continuam indispensáveis.
Publicada pela equipe de Comunicação do Confea, a entrevista apresenta a trajetória de Edson, as iniciativas desenvolvidas pelo Engenharia Podcast e uma análise detalhada sobre aplicações, limites e oportunidades da IA em diferentes áreas da Engenharia.
O reconhecimento institucional reforça um trabalho construído ao longo dos anos para aproximar engenheiros, estudantes, empresas, universidades, entidades e novas tecnologias. Mais do que acompanhar tendências, o objetivo é transformar conhecimento em aplicação, produtividade e resultados mensuráveis.
Entrevista publicada pelo Confea
A matéria oficial, intitulada “Inteligência artificial, engenharia e a construção da nova profissão”, foi publicada em 24 de julho de 2026.
Acesse a entrevista completa no portal do ConfeaPor que o convite do Confea é relevante?
O Confea é a instância federal do sistema profissional que reúne os Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia. Uma entrevista em seu portal coloca o debate diante de engenheiros, empresas, entidades de classe, instituições de ensino e lideranças de todo o país.
Ao convidar Edson Martins para analisar a relação entre Inteligência Artificial e Engenharia, a publicação reconhece a relevância de uma experiência que combina atuação profissional, produção de conteúdo, educação, relacionamento institucional e aplicação prática de novas tecnologias.
Na apresentação da entrevista, o Confea destaca Edson como engenheiro de produção, inspetor do Crea-SC, embaixador do InovaCrea, fundador do Engenharia Podcast, criador do Método EP, coordenador do MBA em Dados e Inteligência Artificial e idealizador do EP Hub: Engenheiro Aumentado.
Para o Engenharia Podcast, essa participação representa mais um passo na missão de comunicar a Engenharia de forma acessível, conectar o conhecimento técnico aos problemas reais do mercado e ajudar profissionais e organizações a se prepararem para uma transformação que já está acontecendo.
“O engenheiro existe para resolver problemas, gerir e liderar.”
Edson Martins, em entrevista ao Confea
O que é a construção da nova profissão?
A nova profissão não significa abandonar os fundamentos da Engenharia. Significa ampliar a capacidade do profissional para atuar em um ambiente com mais dados, automação, sistemas inteligentes e decisões cada vez mais rápidas.
O engenheiro continua responsável por compreender o problema, definir critérios, avaliar riscos, validar informações e responder pelas consequências de uma decisão. A IA pode acelerar pesquisas, organizar dados, identificar padrões e simular cenários, mas não conhece sozinha todo o contexto técnico, humano, econômico e regulatório de um projeto.
Surge, assim, a ideia do engenheiro aumentado: um profissional que combina conhecimento técnico, experiência de campo, visão de sistemas, liderança e responsabilidade com a capacidade computacional das novas ferramentas.
O diferencial não será apenas saber usar uma ferramenta
Plataformas de IA tendem a se tornar tão comuns quanto planilhas e softwares de projeto. O diferencial estará em saber formular o problema, selecionar dados confiáveis, interpretar resultados, tomar decisões e transformar tecnologia em valor real para pessoas, empresas e sociedade.
Sete ideias centrais da entrevista de Edson Martins ao Confea
A IA amplia a capacidade do engenheiro
A tecnologia pode apoiar análises, previsões, automações, simulações e decisões. Ela funciona como uma nova camada de capacidade, não como substituta do conhecimento técnico.
A responsabilidade continua humana
O engenheiro precisa verificar premissas, métodos, dados e resultados. Em atividades técnicas, quem valida e responde pelas consequências continua sendo o profissional.
O problema vem antes da tecnologia
Uma empresa não deve começar procurando a ferramenta mais famosa. Primeiro precisa identificar a dor, organizar o processo, avaliar os dados e definir o resultado esperado.
Projetos-piloto reduzem riscos
Começar com uma aplicação controlada permite medir tempo economizado, redução de custos, melhoria da qualidade, aumento da produtividade e ganhos de segurança.
Produtividade exige objetivo
A IA economiza tempo quando está ligada a uma entrega concreta. Sem prioridades, ela também pode aumentar a distração, o excesso de testes e a procrastinação.
A formação precisa acompanhar o mercado
Tecnologia, dados e automação devem se conectar a projetos práticos, problemas de empresas, laboratórios e experiências reais, sem abandonar competências humanas.
Experiência e tecnologia se complementam
Jovens podem dominar ferramentas rapidamente, enquanto profissionais experientes possuem repertório técnico e conhecimento de campo. A combinação gera melhores decisões.
Ética faz parte da inovação
Transparência, proteção de dados, propriedade intelectual, segurança, pensamento crítico e supervisão humana precisam acompanhar qualquer aplicação de IA.
Onde a Inteligência Artificial já pode gerar valor na Engenharia?
Durante a entrevista, Edson mostra que as aplicações mais relevantes são aquelas capazes de transformar dados em decisões e apresentar resultados mensuráveis. Na indústria e na Engenharia de Produção, seis áreas aparecem como prioridades:
Manutenção preditiva
Análise de vibração, temperatura, pressão, corrente elétrica e histórico de falhas para identificar sinais de desgaste antes de uma parada.
Controle de qualidade
Uso de visão computacional e análise de dados para detectar defeitos, desvios e não conformidades durante o processo produtivo.
Planejamento da produção
Cruzamento de capacidade, materiais, pedidos, restrições e previsão de demanda para apoiar a programação e reduzir gargalos.
Logística e estoques
Otimização de rotas, movimentações, compras e níveis de estoque com base em dados históricos e condições operacionais.
Eficiência energética
Identificação de consumos anormais, desperdícios e oportunidades para utilizar máquinas, energia e matérias-primas de forma mais eficiente.
Segurança do trabalho
Monitoramento de situações de risco, ausência de equipamentos de proteção e padrões que podem anteceder incidentes.
Em outras modalidades, a IA pode apoiar o planejamento e o acompanhamento de obras, a análise de imagens, a manutenção de ativos, a previsão de carga e geração, a operação de redes inteligentes, o monitoramento ambiental e a simulação de produtos e processos.
A tecnologia gera mais valor quando está conectada a um processo organizado, indicadores conhecidos, dados confiáveis e conhecimento técnico. Implantar uma solução sofisticada sobre um processo desestruturado apenas acelera problemas que ainda não foram compreendidos.
“A tecnologia pode produzir uma resposta, mas quem responde pelas consequências continua sendo o profissional.”
Edson Martins, em entrevista ao Confea
Inteligência Artificial substitui o engenheiro?
Não. A IA transforma tarefas e funções, mas não assume responsabilidade técnica, não compreende todo o contexto de campo e não responde por impactos sobre custos, prazos, equipamentos, estruturas, meio ambiente ou segurança das pessoas.
O profissional que utiliza bem a IA pode ganhar produtividade e ampliar sua capacidade de análise. A permanência e o crescimento na carreira, porém, dependem da combinação entre tecnologia, base técnica, experiência, ética, comunicação, liderança, adaptação e solução de problemas.
É preciso saber programar para usar IA na Engenharia?
Não é necessário saber programar para começar. Ferramentas com linguagem natural e plataformas de baixo código permitem analisar informações, estruturar relatórios, organizar processos e automatizar atividades.
A programação se torna um diferencial em projetos que exigem integração de sistemas, grandes volumes de dados, modelos próprios ou soluções específicas. Ela amplia possibilidades, mas não deve ser tratada como barreira de entrada.
Como começar a aplicar IA de forma responsável?
A recomendação apresentada na entrevista é começar pequeno, com uma dor real e um resultado que possa ser medido. Para profissionais, escritórios de Engenharia e empresas, o caminho pode ser organizado em cinco passos:
- Escolha um problema concreto Identifique uma atividade repetitiva, uma perda, um retrabalho ou uma decisão que consome tempo excessivo.
- Defina o resultado esperado Determine o que precisa melhorar: tempo, custo, qualidade, segurança, produtividade ou experiência do cliente.
- Organize o processo e os dados Verifique fontes, permissões, qualidade das informações, indicadores e requisitos de segurança.
- Execute um projeto-piloto Teste a solução em ambiente controlado, com limites claros, supervisão humana e possibilidade de correção.
- Meça, valide e amplie Compare o resultado com a situação inicial. Se houver ganho real, expanda a aplicação gradualmente.
Atenção aos dados de projetos
Desenhos técnicos, custos, parâmetros de processos, informações de clientes, dados pessoais e segredos industriais não devem ser enviados a ferramentas externas sem autorização e avaliação das políticas de privacidade, retenção e segurança.
O papel do Engenharia Podcast nessa transformação
O Engenharia Podcast nasceu para ajudar profissionais a compreender o mercado, desenvolver competências e construir melhores oportunidades. O projeto evoluiu de um canal de entrevistas para um ecossistema de educação, comunicação, relacionamento e desenvolvimento profissional.
Esse trabalho reúne conteúdos técnicos, entrevistas, cobertura de eventos, cursos, palestras, treinamentos, projetos educacionais e conexões entre profissionais, empresas e instituições.
A entrevista ao Confea também apresenta o EP Hub: Engenheiro Aumentado, iniciativa criada para reduzir a distância entre aquilo que as empresas precisam, o que os profissionais já sabem e as competências que ainda precisam desenvolver.
A proposta é conectar aprendizagem, aplicação e demonstração de resultados. Em vez de oferecer apenas conteúdo, o objetivo é ajudar profissionais e equipes a usar IA em problemas reais, construir evidências de competência e gerar valor para o mercado.
Inteligência Artificial aplicada a problemas reais da sua organização
Empresas, universidades, conselhos, entidades e instituições podem contar com Edson Martins e o Engenharia Podcast para desenvolver iniciativas de educação, inovação e aplicação responsável de IA.
- Palestras sobre IA, Engenharia, produtividade e futuro do trabalho
- Treinamentos corporativos com aplicação em desafios da equipe
- Workshops e projetos-piloto orientados a resultados mensuráveis
- Programas educacionais para profissionais, lideranças e estudantes
- Conteúdo técnico e comunicação para aproximar tecnologia e mercado
- Parcerias institucionais para eventos, comunidades e inovação
O ponto de partida é simples: entender a dor, organizar o contexto e construir uma solução compatível com as pessoas, os dados, os riscos e os objetivos da organização.
Conheça os caminhos de formação e acompanhe o projeto
Inteligência Produtiva
Curso para aprender a utilizar Inteligência Artificial com foco em produtividade, organização e aplicação prática.
Conhecer o cursoMBA em Dados e IA
Formação aprofundada que conecta estratégia, dados, tecnologia e aplicação profissional.
Conhecer o MBACanal Engenharia Podcast
Entrevistas, visitas técnicas, eventos e conteúdos sobre carreira, tecnologia e inovação.
Acessar o YouTubePerguntas frequentes sobre a entrevista e a IA na Engenharia
Quem é Edson Martins?
Edson Gonçalves Martins é engenheiro de produção, fundador do Engenharia Podcast, criador do Método EP, coordenador do MBA em Dados e Inteligência Artificial e idealizador do EP Hub: Engenheiro Aumentado. Também atua como inspetor do Crea-SC e embaixador do InovaCrea.
Sobre o que Edson Martins falou na entrevista ao Confea?
A entrevista aborda Inteligência Artificial na Engenharia, ética, responsabilidade técnica, produtividade, formação profissional, segurança de dados, aplicações industriais, mercado de trabalho e o desenvolvimento do engenheiro aumentado.
A Inteligência Artificial pode substituir o engenheiro?
A IA pode automatizar tarefas e ampliar a capacidade de análise, mas não substitui o conhecimento técnico, a experiência de campo, o julgamento, a ética nem a responsabilidade profissional do engenheiro.
Quais são as principais aplicações de IA na Engenharia?
Entre as aplicações estão manutenção preditiva, controle de qualidade, planejamento da produção, previsão de demanda, logística, eficiência energética, detecção de falhas, análise de riscos, redes inteligentes e segurança do trabalho.
É preciso saber programar para começar a usar IA?
Não. Muitas ferramentas permitem começar com linguagem natural e plataformas de baixo código. Programação se torna um diferencial em integrações, grandes bases de dados, modelos próprios e soluções mais específicas.
Como uma empresa deve iniciar um projeto de IA?
A empresa deve começar por um problema relevante, definir um resultado mensurável, organizar processos e dados, testar uma solução em projeto-piloto, validar os resultados e ampliar apenas depois de comprovar o valor.
Como contratar uma palestra ou treinamento com Edson Martins?
Empresas e instituições podem entrar em contato pelo WhatsApp no número (47) 99735-8207 ou pelo e-mail edson@engenhariapodcast.com.br para conversar sobre palestras, treinamentos, workshops, projetos educacionais e parcerias.
Fonte e links oficiais
Transparência editorial: esta matéria é uma síntese original produzida pelo Engenharia Podcast a partir da entrevista oficial concedida por Edson Martins ao Confea. A fonte integral está indicada e disponível nos links acima.
A nova Engenharia começa com um problema real
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